JULIANA BLEY: Segurança comportamental ajuda na convergência entre a produção e a segurança

05 dezembro 2016
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Author :   Juliana Bley (Psicóloga. Autora do livro “Comportamento Seguro”)
Indexação LATINDEX | Citar ENTREVISTA: Gomes Augusto, N. 2014. Segurança Comportamental ajuda na convergência entre a produção e a segurança - entrevista a Juliana Bley, Revista Segurança Comportamental, 9, 21-27. Entrevista: Natividade Gomes Augusto | CEO Revista Segurança Comportamental | geral@segurancacomportamental.com; Fotografia: Vivian Bentes

A segurança comportamental é algo relativamente novo, dentro e fora das empresas. Definitivamente não se faz segurança comportamental numa empresa que não atende os fundamentos legais exigidos.

Juliana Bley é brasileira. Mestre em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina, especialista em educação em valores humanos. É consultora de empresas há 10 anos, desenvolveu pesquisas, projetos, formações sobre desenvolvimento humano, comportamento, qualidade de vida, prevenção em saúde e segurança no trabalho. É professora de disciplinas de psicologia organizacional e do trabalho. Publicou em 2005, um livro “Comportamento Seguro”, que atualmente se encontra na segunda edição. Juliana Bley disse à revista segurança comportamental que “no universo gerencial, a grande barreira cultural que encontramos é a dificuldade de fazer convergir produtividade com segurança (…), mas existem maneiras de produzir e lucrar com segurança”, sendo que a segurança comportamental ajuda nessa convergência.

[Revista Segurança Comportamental]
Qual a sua opinião sobre o estado da segurança e saúde do trabalho no contexto global?
[Juliana Bley]
Penso e percebo que evoluímos muito. Evoluímos nas diretrizes no nível global, nos aspectos jurídicos e de fiscalização no nível regional, oferta de melhores condições de trabalho e sistemas de gestão no âmbito das empresas. Não se pode comparar o que vivemos hoje com os níveis de segurança experimentados no mundo do trabalho nas décadas de 60 e 70, por exemplo. É certo que avançamos. Por outro lado, não se pode também comemorar como se houvéssemos conseguido erradicar as doenças e acidentes laborais, pois ainda estamos longe desta meta. Sabemos que ainda há uma lacuna enorme a ser coberta. Ainda há muito a fazer, em todos os aspectos. As diferenças econômicas e sociais entre os países e a mentalidade empresarial ainda são obstáculos reais e muito desafiadores.
[RSC]
E sobre a segurança comportamental, ou seja, sobre o processo de gestão de segurança e saúde através dos comportamentos?
[JB]
A segurança comportamental é algo relativamente novo, dentro e fora das empresas. Acompanhamos seus primeiros passos no campo das pesquisas acadêmicas em diferentes países da Europa e das Américas, mas ela foi também alavancada por iniciativas de algumas empresas e profissionais da saúde e segurança que reconheceram a necessidade de conhecer melhor as influências do comportamento no processo de adoecer/acidentar-se no trabalho. Seu objetivo mais central é desenvolver maneiras inovadoras e eficazes de preparar as pessoas para evitar estes infortúnios. Em 2001, quando iniciei meus estudos e também atividades no campo da segurança comportamental encontrei muita dificuldade em obter fontes de estudo sobre o assunto em língua portuguesa. Conheci a atuação do psicólogo no campo da saúde e segurança por meio de um amigo brasileiro, consultor, que acabara de chegar de um doutorado na Espanha. Lá ele havia entrado em contato com diversos estudiosos e centros de pesquisa de toda a Europa que estavam, à época, se ocupando de produzir conhecimento a respeito de conceitos importantes como cultura de segurança, percepção de riscos, clima de segurança, atributos de liderança para gerenciar SST. Até então eu estava muito ligada à atuação consultiva no âmbito da Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) e fiquei encantada por esta nova perspectiva de cuidado com as pessoas que a segurança comportamental me apresentava. A dificuldade de obter conhecimentos em segurança comportamental produzido em terras brasileiras motivou-me a engajar nos estudos de mestrado em Psicologia em 2002, ocasião na qual me propus a mergulhar fundo naquilo que já estava produzido em outros idiomas e alinhavar tais descobertas às necessidades que encontrava como consultora de empresas. Disto nasceu o livro “Comportamento Seguro” e também a partir daí pude desenvolver, junto com um grupo de colegas consultores, diversas metodologias e ferramentas de gestão de comportamento em saúde e segurança. Hoje, passados quase 15 anos, posso dizer que vejo a segurança comportamental (SC) muito mais engajada e presente do que quando iniciamos lá atrás. No Brasil temos a SC presente na maioria das grandes indústrias brasileiras e multinacionais atuantes no país. Também já é possível encontrar esta abordagem em pequenas e médias empresas, ainda que de forma mais tímida e inicial. Os ramos de serviços e construção civil também já estão, aos poucos, acolhendo esta prática como algo importante para seu sistema de gestão, colaborando com a melhoria de seus resultados.
RSC]
Como considera o desempenho actual dos organismos com influencia global (OIT, OMS, ...), na segurança baseada em comportamentos? 
[JB]
Olho sempre com entusiasmo para a atuação de organismos como OIT e OMS no campo da saúde e da segurança no trabalho. Considero os temas como “Trabalho Decente” (OIT) e os trabalhos voltados para a qualidade de vida (WHO/QOL- instrumentos de avaliação de qualidade de vida) como sinais evidentes da luta pela construção de um paradigma mais preventivo no mundo do trabalho, o que tenho por condição essencial para promover as mudanças e melhorias que queremos ver acontecendo dentro dos ambientes de trabalho. Eis um dos nossos grandes desafios, trazer o empresariado e os trabalhadores para uma visão mais preventiva de SST, ou seja, buscar agir antes do acidente e da doença acontecerem, e não depois que o dano já foi causado. Precisamos criar a cultura para promover saúde, ao contrário de ficar somente focados em “corrigir” e “tratar” problemas. Segurança se faz sempre, não só quando ocorreu um acidente.
[RSC]
Como classifica a(s) cultura(s) de segurança da população luso-brasileira?
[JB]
A cultura de segurança da população brasileira é ainda bastante embrionária, como em qualquer sociedade de industrialização recente e economia em desenvolvimento. Convivemos com uma diversidade enorme de realidades que vão desde filiais de empresas multinacionais que operam numa cultura exemplar de segurança até locais onde ainda se encontra trabalho escravo e condições desumanas (infelizmente!). Na última década evoluímos muitíssimo na cultura de segurança de nossos trabalhadores. Quando comecei a atuar ainda trabalhávamos para edificar o básico, como por exemplo, incentivar o uso de equipamentos de proteção individual adequadamente ou fazer cumprir um procedimento operacional. Hoje, nas grandes empresas nossos desafios tornaram-se muito mais complexos como trabalhar em processos de gestão mudança, saúde mental no trabalho, segurança em fusões e aquisições, melhoria de performance em manutenção, construção e montagem industrial, entre outros.
No Brasil, algumas das forças que contribuíram para os avanços culturais em SST foram:
- o aperfeiçoamento da legislação trabalhista e da fiscalização sobre empresas pouco responsáveis com seus trabalhadores,
- as empresas multinacionais e de classe mundial que trouxeram para o país seus modelos de gestão de segurança de ponta,
- o aumento significativo de estudos e pesquisas acadêmicas a respeito do assunto considerando a realidade nacional,
- a melhoria da escolarização e formação profissional dos trabalhadores,
- o aumento da preocupação com segurança em outros âmbitos da sociedade como acidentes de trânsito e acidentes domésticos.
[RSC]
O Brasil é muito diferente de Portugal?
[JB]
Devido ao fato de ter atuado sempre nas indústrias brasileiras e nunca ter conhecido a realidade de trabalho em Portugal, não me sinto apta a comparar estas duas realidades.
[RSC]
Acha que estes países possuem culturas que facilitam a gestão da segurança baseada em comportamentos?
[JB]
Não há dúvidas de que a cultura regional é um fator de alta interferência na cultura de segurança no Trabalho. Existem traços culturais que podem tanto favorecer como dificultar a melhoria de gestão e performance em prevenção de doenças e acidentes de trabalho. No Brasil temos diferenças regionais enormes. Modos e costumes diferem amplamente dependendo da região do país. Há regiões que convivem há mais tempo com grandes empresas e agronegócios nas quais os trabalhadores, quando mudam de emprego ou de área, levam consigo aprendizagens já integralizadas a respeito de como se proteger e da importância de algumas regras muito básicas de cuidado. Há outras regiões onde a precariedade é enorme e as pessoas desconhecem medidas simples de preservação da saúde e da segurança como o uso de calçado fechado, por exemplo. A conhecida cultura de trabalhar de sandálias, tão comum ainda nas regiões mais quentes e menos favorecidas socialmente. Há um exemplo, que gostamos de usar para mostrar como os comportamentos mudam por aqui que é a respeito do uso de cinto de segurança nos veículos. Há pouco mais 20 anos o governo tornou obrigatório o uso do cinto. Houve uma resistência enorme por parte dos motoristas a adotar tal prática, já que a maioria nunca o fazia. Passados alguns anos, começamos a ouvir relatos de pessoas afirmando que não se imaginavam mais ao dirigir sem este equipamento de proteção. Atualmente é um assunto que não se discute nem se contesta. É unânime o entendimento do quanto é importante e necessário seu uso. Isto mostra que, em muitas situações, será necessário um bom tempo de adaptação e experimentação para que as pessoas aceitem abandonar velhos hábitos e possam passar a operar a partir de novos modos e costumes. Quando estamos a falar de cultura regional e cultura de segurança é sempre bom e prudente que possamos olhar para a cultura existente naquilo que ela pode nos oferecer de oportunidades de engajamento com a prevenção. Considerando a tendência que os grupos possuem de conservar seus hábitos e costumes, não parece sábio iniciar um programa por aquilo que se considera “errado” no comportamento do grupo. Muito conseguimos evoluir se nos aliarmos com aquilo que há de mais saudável e preventivo na cultura de um grupo e, com isso, tendemos a diminuir o engajamento das pessoas com os hábitos e costumes menos favoráveis. As proibições e os incentivos são estímulos que precisam ser muito bem combinados para que seja possível gerar um processo de verdadeira aprendizagem coletiva.
[RSC]
Como compara a(s) cultura(s) de segurança da portuguesa luso-brasileira, comparativamente com o resto do mundo?
[JB]
Ao comparar as culturas de segurança de diferentes partes do mundo precisamos, especialmente neste tempo histórico, considerar a realidade econômica e política a nível mundial e também regional. Atravessamos um momento de instabilidade e os reflexos disto no funcionamento e nas prioridades das organizações são visíveis. É um momento que pede cautela, sabedoria e foco para que aquilo que já foi edificado em termos de valorização da vida nos ambientes de trabalho fique preservado e se mantenha operante, mesmo em tempos difíceis. É momento também de seguir investindo, na medida do possível, na melhoria da cultura de saúde e segurança para que as ocorrências indesejáveis não aumentem em frequência e gravidade. Eis uma grande oportunidade de manter o cuidado com as pessoas como um valor preservado, apesar de toda a insegurança político-econômica-social que atravessamos.
[RSC]
Na sua opinião, como é que os empresários luso-brasileiros veem a segurança e saúde no trabalho?
[JB]
A conscientização dos empresários vem crescendo em função das mesmas forças propulsoras de que falei há pouco. No universo gerencial, a grande barreira cultural que encontramos é a dificuldade de fazer convergir produtividade com segurança. No «caldeirão» das prioridades do dia a dia, as lideranças acabam por dedicar-se mais a uma ou a outra. No seu modelo de ver, quando se dedicam a fazer segurança acabam diminuindo a produtividade. E quando focam em produtividade acabam por deixar de lado a segurança. Este tipo de prática é um grande equívoco. Existem, sim, maneiras de produzir e lucrar com segurança. É o que chamamos de gestão sustentável, que é aquela que acontece quando uma empresa se torna competente em produzir com resultado e qualidade, sem que para isto tenha que sacrificar a integridade das pessoas e o meio ambiente. Atualmente contamos com pesquisas e ferramentas capazes de demonstrar aos empresários ganhos mensuráveis de diversas ordens, desde retorno sobre investimento financeiro até melhoria nos níveis de percepção de riscos de seus trabalhadores. Portanto, não é por falta de conhecimento específico e metodologias consistentes que as empresas deixarão de cuidar a contento de seu maior patrimônio que são as pessoas.
Apesar de muitos empresários e gestores já estarem convencidos da importância dos investimentos em saúde e segurança, é comum enfrentarmos períodos de retrocesso na cultura de segurança por ocasião de mudanças na gestão ou instabilidade de mercado. Como em todo processo de aprendizagem, os níveis de conscientização empresarial estão em evolução constante, passam por momentos de avanços importantes e também por momentos de estagnação. Como prevencionistas precisamos aprender a conviver com isso.
[RSC]
Acha que os empresários luso-brasileiros conseguem ver e praticar o poder do comportamento na segurança e saúde?
[JB]
Isso é algo que não se pode generalizar. Conheci nestes anos de trabalho muitos gerentes, diretores e supervisores que acolheram de forma muito positiva as ferramentas comportamentais, como a observação comportamental, diálogos de segurança, liderança pelo exemplo e compromisso visível com a vida. Os depoimentos são emocionantes. Profissionais que trabalharam uma vida toda com o olho nos resultados e que, depois de sensibilizados para o comportamento seguro contaram que foram tocados profundamente pelo propósito de zelar pela vida humana. Compreenderam a importância deste olhar e desta forma de fazer negócios. Conheço também gestores que se mostram refratários a este campo, seguindo numa postura reativa em relação às questões de segurança, atuando apenas quando são dirigidos pela corporação ou pressionados pelos resultados negativos. Infelizmente, muitos foram os líderes conscientizados que conheci que despertaram para a necessidade de investir na saúde e segurança após terem enfrentado acidentes gravíssimos e fatalidades lastimáveis que deixaram marcas profundas em suas empresas. Percebo um processo lento, mas amplo de amadurecimento acontecendo.
[RSC]
Em que medida é que considera importante o desempenho do Estado sobre a segurança e saúde no trabalho?
[JB]
Considero a atuação do Estado essencial para criar as diretrizes mínimas de atuação em saúde e segurança nas empresas e nos diferentes contextos de trabalho. São as bases sobre as quais podemos estruturar um trabalho mais consistente. Definitivamente não se faz segurança comportamental numa empresa que não atende nem os fundamentos legais exigidos. Como dizemos nas empresas, atender aos requisitos legais é o mínimo que uma organização deve fazer para ter segurança. Mas uma gestão de saúde e segurança robusta de verdade não se faz só com o mínimo. É preciso ir além!
[RSC]
Acha que as entidades estatais de prevenção e inspecção consideram na sua linha de atuação o comportamento na segurança e saúde?
[JB]
No meu estado que é o Paraná, acompanho com satisfação o excelente trabalho de incorporação dos aspectos psicossociais que as entidades ligadas ao trabalho vêm fazendo. Assuntos como cultura de prevenção, assédio moral, saúde mental no trabalho e qualidade de vida têm estado presentes tanto nas fiscalizações quanto na justiça do trabalho. Tais práticas geram excelentes efeitos sobre o investimento das empresas locais em saúde e segurança.
[RSC]
Em Portugal, a maioria dos nossos anteriores entrevistados aponta a falta de feedback do Estado para com as empresas como ponto a melhorar. Considera que este aspecto ocorre no Brasil, também?
[JB]
De modo geral, reconheço no Brasil diferentes esforços e fóruns de integração de atores sociais no campo da saúde e segurança. Temos normativas importantes sendo discutidas em comissões tripartites (com representantes dos empresários, dos trabalhadores e do governo). Temos os sindicatos patronais (de empresários) e também os sindicatos de classe trabalhadora bastante ativos na proposição de políticas junto ao governo e a sociedade civil.
[RSC]
Na sua opinião, como poderá ser isto promovido?
[JB]
Penso que feedback só se constrói com proximidade. Quando encontramos formas de aproximar os diferentes grupos interessados (governo, empresários, trabalhadores) criamos condições para que possam dialogar a respeito dos desafios enfrentados e das necessidades específicas a sanar. É preciso ter em mente que todos estão em busca dos mesmos propósitos. Todos devem possuir o compromisso ético e social de tornar os ambientes produtivos mais saudáveis e seguros.
[RSC]
Como vê a relação entre as faculdades (conhecimento teórico) e as empresas (conhecimento prático)? Como poderá ser promovido a aproximação entre estes dois conhecimentos?
[JB]
Tradicionalmente existe uma enorme distância entre o conhecimento produzido na academia e a forma como as coisas são feitas na realidade do dia a dia. Não é algo que ocorre somente no campo da segurança comportamental. Isto ocorre em todas as áreas do conhecimento e se dá, entre outras coisas, devido ao longo caminho que o conhecimento acaba por percorrer para se transformar em soluções úteis para quem atua no cotidiano das empresas. Em nosso campo, há muitos estudiosos que também atuam como consultores de empresas, o que facilita o trânsito de informações e favorece o acesso das empresas ao conhecimento de ponta produzido na academia. Considero muito importantes as parcerias e convênios entre empresas e universidades como forma das empresas oferecerem campo de pesquisa aos estudiosos e estes, por sua vez, permitirem o acesso delas às suas descobertas e metodologias. Os fóruns de discussão específicos (grupos de estudo e de trabalho) e os eventos (seminários, simpósios, workshops) também são excelentes oportunidades de fomentar a riqueza do encontro entre quem está na teoria e que está na prática.
[RSC]
Durante toda a sua pesquisa, sentiu escassez de investigação em algum tema nesta área?
[JB]
Nossa! De vários temas! O foco de meus estudos é a “educação para a prevenção” que é um campo muito vasto, porém, cheio de espaços pouco explorados. Percebo, por exemplo, certa limitação no que diz respeito a metodologias de capacitação consistentes. Ainda há muito o que desenvolver. Em meus estudos estou sempre interessada em identificar e gerenciar as variáveis que permitam o aprendizado do comportamento seguro nos mais diferentes contextos e aplicações. Atualmente estou voltada especialmente ao estudo das recentes descobertas das neurociências a respeito de como nosso aparato psico-fisiológico reage aos riscos e quais as oportunidades de aperfeiçoamento de ferramentas de educação para a segurança que elas nos proporcionarão. Outro tema que tenho acompanhado com atenção são os avanços nas pesquisas sobre cultura de segurança, pois entendo que a segurança comportamental deve atuar de forma sistêmica na organização, tanto no macro (cultura, estratégias, políticas), quanto no micro (pessoas).
[RSC]
Gostaríamos que deixasse uma mensagem aos leitores luso-brasileiros da Revista SC
[JB]
Nesta mensagem final gostaria de me dedicar a dois pontos. Quero falar da importância de reconhecer o poder da segurança comportamental como proposta de melhoria em SST, sem incorrer no excesso de torna-la a única ou a melhor proposta. Já contamos com conhecimento suficiente neste campo para reconhecer a segurança comportamental como um elemento de grande impacto quando somada a todos os demais componentes de um ambiente de trabalho seguro como condições ambientais, modelos de gestão de excelência, recursos tecnológicos de ponta e profissionais altamente capacitados. Resultados sustentáveis em saúde e segurança são consequência de um conjunto de esforços em diferentes direções. Comportamento é uma destas direções. Saúde e segurança é um campo multidisciplinar. Somando saberes e especialidades de diferentes profissionais como engenheiros, técnicos, juristas, psicólogos, pedagogos, antropólogos, sociólogos, e tantos outros dedicados à integridade humana no trabalho certamente conseguiremos fortalecer cada vez mais a área como um todo, colaborando assim para a cultura de saúde e segurança que queremos edificar. E gostaria também de compartilhar com os leitores o quanto me sinto motivada pelo propósito maior de trabalhar com saúde e segurança. É com grande alegria em meu coração que me coloco para dialogar a respeito destes temas porque reconheço que atuar nesta área é, ao mesmo tempo, um trabalho e uma missão. Uma valiosa missão nos impulsiona a seguir, apesar de todos os obstáculos que enfrentamos em nosso cotidiano como profissionais da prevenção. A missão de ser um agente de cuidado com a vida humana é algo muito precioso. A meu ver, é disso que se trata a segurança comportamental. De colaborar para que a humanização seja uma realidade vivida e compartilhada nos ambientes de trabalho mundo a fora, desde o mais alto diretor até o mais simples dos trabalhadores.

 

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Segurança Comportamental

A revista Segurança Comportamental é uma revista técnico-científica, com carácter independente, sendo a única revista em Portugal especializada em comportamentos de segurança.

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